segunda-feira, 28 de novembro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
Fragilidade
Esses dias em que tenho tido
febre, dores e frequentes tonturas; estive pensando como somos frágeis…
Ainda que eu quase não fique doente, um resfriado foi capaz de me deixar com febre durante dias. E por mais forte que eu queira ser, quando minha respiração tornou-se dificultosa, eu não consegui controlá-la… Senti-me meio sufocada, como se o ar fosse pouco e antes que terminasse meus pensamentos, desmaiei.
Durante dias tive dificuldade para ficar em lugares fechado, não estava com medo dos lugares (algumas pessoas chegaram a cogitar isso); mas, involuntariamente, quando me dava conta já estava com dificuldades para respirar, ficando tonta… nunca precisei tanto me concentrar para respirar lentamente.
Dormi cedo, acordei de
madrugada, troquei de trem porque não conseguia respirar direito, sentei
enquanto as pessoas continuavam de pé acompanhando as músicas no culto;
senti-me frágil, mais do que já tinha me sentido antes. Eu não estava com medo de
sair de casa, não ficava o tempo todo pensando nas dores que sentia nas costas
e a tarde, mesmo já esperando, nem sempre percebia quando a febre surgia. Meu
rosto aparentava-se ora pálido ora avermelhado e quente. Estava em uma nova rotina
totalmente estranha pra mim… (Eu já não gosto de rotinas e essa conseguiu ser
ainda pior!).
Algumas pessoas
preocupavam-se, outras nem tanto e muitos nem sabiam… Normal! Estamos cercados
por tantas pessoas e nem sabemos como elas estão de fato, temos uma empatia
seletiva.
Somos frágeis, não temos o controle
de nada mesmo... Isso foi o que mais pensei durantes esses dias. A verdade é
que a nossa vida é como um sopro, temos em nós um sopro de vida e a cada dia é
como se ele diminuísse e nossos dias também. Somos frágeis e passageiros, pelo
menos, neste mundo. E mesmo sabendo disso não temos o menor controle sobre
essas coisas.
Não podemos escolher, por
exemplo, quando ficar ou não doente; até quando viver ou qual seria o melhor
dia para morrer. Estamos vivendo, às vezes ficamos doentes e certamente um dia
nosso fôlego de vida acabará. Existe um tempo determinado para todas as coisas,
mas não fomos nós que o determinamos...
E eu fico me perguntando: O
que tenho feito dos meus dias? Como tenho vivido? Será que eu reparo nas
pessoas em minha volta? Como está o meu relacionamento com Deus? E com as
pessoas?... E você? Já parou pra pensar nessas coisas?
Somos efêmeros, porém
caminhamos para a eternidade. Meio louco, eu sei. Mas serão esses poucos anos
aqui vividos que nos dirão onde e com quem passaremos a eternidade...
“Não trabalhem pela
comida que se estraga, mas pela comida
que permanece para a vida eterna, a qual
o Filho do
homem lhes dará. Deus, o Pai, nele colocou
o seu selo de aprovação.” (João 6: 27)
“Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus
verdadeiro,
e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Simplicidade
Rir de coisas bobas,
Aproveitar os momentos agradáveis,
Às vezes, sem nem perceber o tempo passar...
Valorizar, viver a simplicidade!
Ser feliz
Mesmo parecendo ser boba.
O mundo pesa demais,
Mas o fardo que carrego
É leve…
Cristo aliviou meu cansaço,
Pois seu jugo é suave!
Ver o sol nascer e depois se pôr,
As estrelas no céu
Ou a chuva ao cair…
Respirar fundo e também lentamente,
Admirar a criação,
Mesmo sem conseguir contemplar toda sua dimensão.
Rir sozinha
Ou mesmo para estranhos
É bobo (ou até meio doido), mas e daí?
A vida pode ser leve,
Assim como é simples sorrir!
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
O Infinito Unitário
Deus é infinito e também é unitário…
De tamanho imensurável,
De um amor que não se esgota,
Ele não está limitado aos nossos versos, poesias, canções…
As nossas definições.
Ele é mais,
Sim, Ele é!
Ele é único.
É a vida, é o Criador, é o eterno…
É perfeito.
E sem preocupar-se com as leis da física
Através de seu Espírito, que igualmente não pode ser ‘dimensionado’,
Ele habita em nós.
Nós seres efêmeros, finitos e facilmente dimensionáveis,
Pelo menos metricamente.
Hoje O conhecemos em “partes”,
Talvez, por isso, seja impossível conseguirmos defini-Lo;
Mas um dia O conheceremos na plenitude.
Um dia no qual não estaremos mais limitados por este corpo efêmero,
Por esta visão limitada,
Por essas dimensões que conhecemos…
Na plenitude “dos tempos”
Neste dia não mais mediremos a vida por anos,
Não estaremos mais presos nessas coisas efêmeras…
Estaremos em casa,
Lugar que mesmo sem lembrar ansiamos por estar.
Estaremos eternamente com Ele
Na eternidade.
Mas,
Enquanto o dia não chega,
Prosseguimos diariamente em conhecê-Lo mais…
Vivendo em comunhão
Com Ele
E com os irmãos!
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Pensando, escrevendo e aos poucos esquecendo...
Caneta e papel
Os pensamentos agitados
Vem e vão.
Assim vai criando,
Seus versos soltos
Tentando colocar no papel
E transmiti um pouco
A turbulência que existe
Em seu interior.
A caneta escrevendo
Não acompanha no todo
Os pensamentos
Que vem e vão.
Sempre tão acelerados,
Perdendo o compasso…
Nem lembra mais o que pensou.
Pensando
E escrevendo
Assim vai tentando
Guardar, pelo menos, um pouco
Os pensamentos
Que daqui a pouco se vão.
Antes que termine a primeira frase,
Talvez a segunda
Já tenha até se perdido…
Esses versos soltos
Nunca transmitirão
Os pensamentos
No todo.
Mas,
Sempre que tiver
Caneta e papel
Continuará criando
Seus versos soltos.
E mesmo que tudo
Daqui a pouco esqueça
Ainda lembrará, um pouco,
A turbulência que sempre
Existiu em seu interior.

Os pensamentos agitados
Sempre
Vem e vão...
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