domingo, 27 de abril de 2014

Seres Humanos, Animais (Racionais)!

Eu sonhava e realmente acreditava que os erros já cometidos nos serviriam de exemplo e aprenderíamos com eles, que um dia a gente enxergaria as pessoas, daríamos valor a nossa vida e a dos outros também... que o ser humano teria valor, seríamos realmente humanos. 

Mas eu vejo o futuro seguindo os exemplos que já deram errado no passado. Não  nos importamos com os outros... Isso me assusta! 

Eu buscava encontrar em sorrisos a realidade vivida, vê no olhar que brilha uma verdade transmitida... Mas as pessoas fingem sorrisos, mentem olhando nos olhos.  Se o cenário que vivemos é ruim aprendemos a nos moldar a ele... 

Já cheguei a duvidar se realmente somos racionais, as vezes acho que nossos extintos animais falam mais altos. Deixamos de defender a nossa espécie, brigamos entre nós mesmos... Parece que lutamos pela sobrevivência do nosso clã particular. 

Nossa espécie está dividida e isso parece que já está até sendo transmitido pelo nosso DNA. A geração que nasce desde de cedo "aprende" a se defender e olhar só para si. Mesmo que isso atinja outras pessoas, afinal elas são apenas "os outros"... Somos diferentes? 

O que nos pulsa no peito é um coração e nas veias, independente do fator, é o sangue que circula. 

Meu medo é que apenas o "clã" que não se preocupa com quem esteja atingindo sobreviva e faça o futuro. Um futuro no qual os seres humanos estejam extintos; pelo menos o ser humano inicial ( a imagem e semelhança de Deus). 

Eu me entristeço ao ver crianças e adolescentes agindo de forma tão agressiva e violenta... É o futuro da nossa espécie! 

Mas em contrapartida eu renovo minha esperança e por um instante até esqueço a nossa atual realidade ao ver o sorriso de uma criança, o brilho no seu olhar, a sua ingenuidade... 

Não tenho medo de chorar, de sentir dor, me revoltar e até mesmo de morrer. Meu medo é um dia eu deixar de me importar, me conformar... de me preocupar só com aqueles que pertencem ao meu "clã".

sábado, 22 de março de 2014

Não caminho por caminhar


Sabe, as vezes não é tão fácil o caminhar

Eu sei que é em frente que devo seguir,

Mas as vezes há atalhos atrativos...

Virar aqui ou ali, até parece ser "melhor".


E ao seguir por esses atalhos acabo me afastado de Ti.

E não é isso que eu quero!

Por isso eu sei que é em frente que devo seguir,

Contudo ainda há muitos obstáculos pelo caminho e as vezes eu penso em parar.

 

Deparando-me com uma muralha, logo penso em desistir,

Mas Tua voz me diz pra prosseguir...

E quando olho em volta vejo que posso escalar, basta apenas eu tentar 

E essa muralha enfim consigo ultrapassar! (Tu sempre estas a me ajuda, mas eu nem percebo!)

Continuo assim a caminhar e as dificuldades não param de chegar.

 


 

 

 



E com pouco tempo que a muralhar ultrapassei, esqueço-a.

E uma simples pedra me faz reclamar e até, novamente, pensar em parar,

Sinto-me incapaz e sem forças pra continuar.

Porém novamente, Tu me lembras que é possível e esse obstáculo posso facilmente contornar,

Mas para isso eu preciso estar de pé e ao invés de reclamar eu deveria continuar a caminhar!

 

Levanto-me com um novo ânimo e consigo mais um pouco prosseguir.

E de repente talvez eu comece a questionar, 

Esqueço-me de tudo que passei (a verdade é que facilmente esqueço-me das coisas que já fizeste por mim). 

E com meus olhos olho em volta. 

Percebo que eu nem sei o que vou encontrar ao longo desta estrada. 

E tão longa que nem mesmo a vejo totalmente...

 

E Tu continuas me dizendo para seguir,

Mas para isso eu preciso confiar em Ti e depender de Ti!

Tu exiges de mim passos de fé...

A princípio eu receio, mas Teu amor me constrange fazendo-me continuar.

 

Ando pela fé

E as vezes ainda fico meio confusa, mas aprendi a confiar!

Eu sei que há ainda muito para caminhar e por isso continuo a prosseguir.

E minha motivação é a certeza de que logo ali no fim da estrada encontrar-Te-ei e para sempre Contigo estarei!



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nos mínimos detalhes


Com tanto nitrogênio no ar, 

Com tanto carbono por ai 

Há oxigênio que prefere ficar só com seus semelhantes

E há ainda os que procuram com hidrogênios se relacionar. 

 

Eu acho que o oxigênio, assim como outros elementos e moléculas 

Possuem um comportamento bem próximo ao nosso. 

Há os que preferem se juntar com os iguais, 

Alguns buscam “alguém” maior ou menor 

Às vezes para uma melhor estabilidade aceitam até compartilhar. 

 

Diferente das moléculas nós pensamos (Eu ainda acredito nisso!) 

E racionalmente “escolhemos” nossos relacionamentos. 

E as moléculas não agem também de forma aleatória, 

Há muitos fatores que contribuem pra uma ou outra configuração. 

 

E assim por acaso esses fatores contribuem para que o oxigênio forme O2 

Mesmo com tanto nitrogênio disponível no ar. 

Por acaso também há moléculas de O2 que não “reagem” com a água 

Acho que nossos seres aquáticos aeróbios os agradecem por permanecerem apenas dissolvidos na água. 

 

Existem muitos outros acasos na vida... 

E o mais engraçado é como eles contribuem para uma certa estabilidade, 

Como contribuem até mesmo para a nossa existência e dos demais seres vivos. 

Diria até que são acasos bem convenientes! 

 

E em todos esses pequenos “por acasos” da vida 

Na verdade eu vejo o seu agir.

Ele conhece aquilo que ainda nem sabemos como estudar direito. 

Foi Ele quem criou... 

 

Nos mínimos detalhes eu vejo o agir do Criador!

A Simple Bird




I’m a bird 

A freed bird around the world... 

But I’m not a big bird 

I’m a small and fragile bird. 

And in this world there are many, many traps. 

 

I know that is dangerous, 

But freedom is fascinating 

The fragrance of flowers is really engaging. 

The world is beautiful 

I can’t resist... So I fly!  

 



 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Chuva de verão

No céu hoje a lua já não está a encantar,

As nuvens acinzentadas tomaram o seu lugar

Nem mesmo as estrelas estão a brilhar.

 

Já posso senti a terra levantar um cheiro característico,

É um indício de que a chuva já começa a cair...

E mesmo com tanto asfalto,

Percebo que a chuva conseguiu encontrar um pouco de terra pra regar.

 

A noite não está fria

E a chuva a cair parece-me um convite,

Mas confesso que reprimi-me...

Continuei da janela apenas a observar!

 

Com pouco tempo passado

A única luz que me restara fora de uma pequena vela,

Nesta cidade grande repleta de asfalto e concreto 

A chuva traz a falta de luz e as vezes até inundações...

 

A minha frente restara apenas umas folhas e uma caneta.

O único som que ouvia era da chuva caindo,

Minha iluminação era a luz de vela (que neste momento já estava gasta!)

Pensei que poderia escrever ou talvez desenhar, afinal esse cenário era inspirador (pelo menos pra mim).

Mas resolvi apenas admirar!

 

Antes que a vela acabasse a luz voltou,

A chuva cessou,

Até o cheiro de terra molhada acabou,

Mas minha lembrança ficou.

 

Era apenas uma chuva de verão...